Artist Statement:
A Minha Jornada Criativa

Os primeiros caminhos da criação

A minha jornada criativa começou aos 14 anos, com a experiência do guache. Gostei do resultado e essa descoberta despertou em mim a vontade de continuar a experimentar. Ao longo do tempo, fui explorando outras técnicas e materiais, como a pintura a óleo,  o desenho com canetas de feltro, pintura em seda, numa procura pela linguagem que melhor traduzisse o meu mundo interior.

Encontrei na poesia visual uma primeira linguagem para tornar visível aquilo que habitava o meu mundo interior — emoções, inquietações, perguntas e intuições que nem sempre encontram lugar nas palavras.

Com o tempo, essa procura foi ganhando novas formas. Surgiram as mandalas, primeiro como um desafio de desenho, construídas pacientemente com canetas de feltro, num exercício de concentração, detalhe e descoberta. O gesto repetido, a cor e a geometria tornaram-se uma espécie de linguagem silenciosa. Mais tarde, às mandalas juntaram-se mensagens, aproximando ainda mais a imagem da palavra e dando voz ao que cada criação procurava transmitir.

Da intuição à expressão artística

A par das mandalas, foram também surgindo outros desenhos e a escrita intuitiva. Sem obedecer necessariamente a um plano ou a uma intenção previamente definida, deixava que o traço e as palavras encontrassem o seu próprio caminho. Desenhar e escrever tornaram-se formas de escuta, maneiras de acolher o que energia espontaneamente e de dar expressão ao que, muitas vezes, ainda não sabia nomear.

Imagem, palavra, cor e intuição começaram, assim, a entrelaçar-se. Cada linguagem abria espaço para a seguinte e todas se alimentavam umas das outras, revelando pouco a pouco um universo interior que procurava tornar-se visível.

Este percurso foi acontecendo de forma orgânica, como se cada experiência criativa preparasse a seguinte. Da poesia visual às mandalas, dos desenhos à escrita intuitiva, das imagens às mensagens e, finalmente, aos anjos, fui reconhecendo uma linguagem cada vez mais minha.

É essa a voz que hoje reconheço em mim mesma: a capacidade de transformar a dor em sabedoria, a sombra em luz, a ruptura em possibilidade e a experiência em criação.

É também dessa transformação que nascem as minhas visões angelicais. Os anjos surgem como expressão de um universo interior onde o vivido, o sentido e o imaginado se encontram. Dar-lhes corpo é tornar visível aquilo que primeiro se manifesta como sensação, intuição ou presença. Cada figura transporta algo desse caminho: a vulnerabilidade e a força, a sombra e a luz, a queda e a possibilidade de renascer.

Da intuição à expressão artística

A par das mandalas, foram também surgindo outros desenhos e a escrita intuitiva. Sem obedecer necessariamente a um plano ou a uma intenção previamente definida, deixava que o traço e as palavras encontrassem o seu próprio caminho. Desenhar e escrever tornaram-se formas de escuta, maneiras de acolher o que energia espontaneamente e de dar expressão ao que, muitas vezes, ainda não sabia nomear.

Imagem, palavra, cor e intuição começaram, assim, a entrelaçar-se. Cada linguagem abria espaço para a seguinte e todas se alimentavam umas das outras, revelando pouco a pouco um universo interior que procurava tornar-se visível.

Este percurso foi acontecendo de forma orgânica, como se cada experiência criativa preparasse a seguinte. Da poesia visual às mandalas, dos desenhos à escrita intuitiva, das imagens às mensagens e, finalmente, aos anjos, fui reconhecendo uma linguagem cada vez mais minha.

É essa a voz que hoje reconheço em mim mesma: a capacidade de transformar a dor em sabedoria, a sombra em luz, a ruptura em possibilidade e a experiência em criação.

É também dessa transformação que nascem as minhas visões angelicais. Os anjos surgem como expressão de um universo interior onde o vivido, o sentido e o imaginado se encontram. Dar-lhes corpo é tornar visível aquilo que primeiro se manifesta como sensação, intuição ou presença. Cada figura transporta algo desse caminho: a vulnerabilidade e a força, a sombra e a luz, a queda e a possibilidade de renascer.


Onde a arte encontrou o seu sentido

Assim, criar tornou-se, para mim, mais do que produzir uma imagem ou escrever palavras. É um processo de escuta, descoberta e transformação. É permitir que o desenho revele, que a escrita dê voz, que a intuição conduza e que aquilo que a vida me oferece — mesmo quando difícil — possa encontrar uma nova forma através da criação.

Talvez seja essa a essência da minha jornada criativa: transformar para compreender, criar para dar sentido e dar corpo ao invisível, permitindo que aquilo que nasce dentro de mim encontre, através da arte, o seu lugar no mundo.